Tapioca é uma iguaria genuinamente brasileira. De origem indígena, é produzida por meio da raspa da raiz da mandioca. Depois de arrancada do solo, a raiz é levada ao fogo para secar ou, ainda fresca, ralada em uma prancha de madeira cravejada – o que resulta em uma farinha alva e empapada. Saborosa, essa farinha – que não serve para fazer pão – é perfeita para farofa, pirões, sopas e mingaus. Os índios, por exemplo, faziam dela um mingau grosso ou comiam-na pura.
Aos poucos, a iguaria foi angariando novos apreciadores, como o norte-americano John Casper Branner que, encantado com a farofa, quis exportá-la para o mundo. Surgia, então, a tapioca. Doce e feita com o amido ou fécula extraído da mandioca – também conhecida como polvilho, goma ou beiju – que ao ser espalhada em uma chapa aquecida fica coagulada e é servida recheada com diversas combinações, como manteiga, queijo e côco. O recheio foi introduzido pelos portugueses.